Metamorfoses


Lúcia Rodrigues e suas palavras densas, de profunda reflexão... o ser e o transformar-se...

Andréa Freire
Editora
Jornalista e Psicanalista


METAMORFOSES




Quando nasci do ventre materno, o que no início era um óvulo fecundado pelo espermatozoide resultou em um feto, eu, doida para sair e ser feliz.

É bem verdade que tive que dividir meu espaço com outra pessoa, e esta mais que depressa me empurrou e saiu na frente. Demorou mais dez minutos para me descobrirem. Resumindo, não adiantou a pressa.

Mas abri os olhos e vi o mundo, o pequeno e simples quarto da nossa casa. Esse foi o início das minhas transformações.

Houve época em que precisei ficar no meu casulo me preparando para, como uma borboleta, sair voando, pois meu mundo foi crescendo e eu sonhava com o dia em que iria ser livre, mostrar minhas asas coloridas.

Passei sim à fase de larva ou lagarta, como preferirem. Fui estudando, tecendo os fios, até que veio outra metamorfose e me tornei uma linda borboleta. O mundo ficou pequeno com minhas asas, voando eu cobria as grandes distâncias os desafios que a vida me presenteou.

Por alguns passei incólume e em outros minhas asas ficaram machucadas. E como uma fina película minhas delicadas asas não podiam mais voar. Então precisei pousar e ficar estática em um jardim aguardando que algum bicho feio me engolisse por inteira. E tudo ficará escuro novamente, mas sem a chance de voltar como a linda borboleta.

Posso até voltar, não sei, mas seria de outra maneira, a linda borboleta está em repouso no jardim, se escondendo no meio das flores, aguardando o combate final. Agora as metamorfoses são diferentes.

Mas ainda eu quero voar, sei que irei mais uma vez ao encontro do meu amor. Como um fênix vou alçar meu último voo.

Um grande abraço a todas, e um especial à minha educadora Andréa Freire, que como psicanalista está passando por muitas transformações.

Força! Confie!








Lúcia Marina Rodrigues
Colunista

Fugir de nós mesmos


Senti falta da nossa colunista Isabella Reis, mas estou sendo recompensada por um belo e questionador texto... Fugir de si mesmo é andar em círculos!

Abraço
Andréa Freire
Editora
Jornalista e Psicanalista


FUGIR DE NÓS MESMOS


Não é de hoje que sabemos que, quando não queremos algo, entre ficar encarando e fugir, a segunda opção é a mais segura, caso queiramos de fato resistir.

Uma mulher em rígida dieta, por exemplo: sem dúvidas, se sentirá mais forte se entrar em uma loja de doces, olhar, olhar e sair sem comprar nada. Mas é muito mais provável que não compre nada se passar longe dessa loja! A opção por encarar a “tentação” é desafiadora e te deixará mais confiante se conseguir vencer o desafio, no entanto, sabemos que este caminho é muito mais perigoso.

É por isso que, em situações nas quais nos sentimos acuados, logo ouvimos um “fuja!”, que vem de alguém amigo, que está nos vendo e então grita, ou do nosso próprio interior. Correr do ladrão é melhor que ficar para uma luta no “mano a mano”.

E quando a “tentação” somos nós mesmos? Seria, melhor, fugir também? Penso que, na maior parte do tempo, estamos a fugir de nós mesmos. Das nossas dúvidas, das nossas inquietações, dos nossos sentimentos mais irracionais, das nossas vontades mais vorazes.

Dar vazão a tudo isso, deixar com que nos dominem ou não, é decisão para ser tomada. Só que para isso é preciso, primeiro, ficar. Destrinchar tudo que nos move ou limita, que nos inspira ou atormenta. E, se preciso, procurar alguém que nos ajude nesse processo.

Quantas vezes algo importante passa pela nossa cabeça e logo em seguida perdemos o pensamento em meio a coisas fúteis, passageiras, mas que tem forças suficientes para ocupar o espaço da nossa mente que, segundos atrás, começava a ser assombrado por questões mais profundas e subjetivas? São as compras do supermercado, os próximos acontecimentos da novela, os preparativos para a festa de aniversário, a nova cor da parede: verde ou rosa?
É, o nosso inconsciente é poderoso e nos obedece. Se queremos fugir, ele dá um jeito.

Correr de nós mesmos... Por quanto tempo mais?

Uma ótima semana a todos nós, meus amigos, com muita luta!
Abraços,
Isabella Reis
Jornalista e Colunista

ROUBARAM MEU CORAÇÃO


Socorro, quem roubou o meu coração?
Ele vivia tão tranqüilo e na calma
Mas tomado por uma grande paixão
Explodiu e balançou a minha alma

Hoje vive a esperar alguém chegar
Hoje espera ser reconhecido
Hoje vive com um amor a sonhar
Hoje vive de uma ilusão sem par

Quem roubou meu coração trate de devolver
Pois sabe que sem ele não poderei viver
Queria um viver um amor, uma linda paixão
Mas não permiti que roubassem meu coração

Quando chegar ele já virá todo machucado
Dolorido, triste, arrasado, estraçalhado
Pois quem roubou meu coração não sabia
Que a ele, somente a ele, meu coração entregaria



Poeta Cassia Amaral
Colunista

Aparências, só aparências e nada mais!


Texto crítico e tão atual, da amiga Lúcia Rodrigues. Nesta era da imagem, da fama, do ter prevalecer sobre o ser, é importante pararmos para refletir sobre a importância que damos às aparências...

Abraço,
Andréa Freire
Editora
Jornalista e Psicanalista


Aparências, só aparências e nada mais!


Quando iniciei minha vida escolar aos seis anos, percebi que mesmo criança as pessoas se preocupam muito com as aparências. Uma coleguinha me perguntou por que eu usava o uniforme de saia de brim e não de casimira como todas outras. Achei melhor não dar a resposta que ela merecia e fingir que não entendi, tática que aplico até hoje com vários dezoitos anos.

No ginásio a mesma pergunta: porque usava o mesmo vestido em todas as ocasiões? Depois de alguns anos já estudando em São Paulo, soube que ela tinha sido uma das finalistas do concurso de miss Sorocaba, daí percebi como a aparência devia ser muito importante para ela.

Aos vinte e um anos, quando estava com meu diploma na mão, já trabalhando, pois sempre fui muito precoce, uma das “meninas” da faculdade, rica, mas já com muitas plásticas no rosto me ofereceu gentilmente sua ajuda dizendo:- “agora que você está formada e trabalhando eu posso te ajudar a fazer um novo guarda roupa, vamos para Rua Augusta, o must da época, e compraremos roupas mais adequadas” etc.. Naturalmente respondi que sim, mas sabendo que não precisava, pois estava economizando para comprar meu primeiro apartamento. Na ingenuidade desses anos nunca respondia o que realmente estava pensando, apesar da resposta estar na ponta da língua.

Há alguns anos passados, precisei renovar meu guarda-roupa, pois fui fazer um estágio nos Estados Unidos, e sempre super ocupada fui até o Shopping Iguatemi em São Paulo. Considerado o mais tradicional achei que lá encontraria as roupas que gostaria de levar.

Entrei em uma renomada loja à noite, logo após a saída do trabalho, observei todas as vendedoras conversando, sem nenhum cliente. Ninguém veio me atender. Perguntei quem era a gerente e a esta me dirigi. Gastei uma pequena fortuna e paguei a vista com meu cartão platino (empresarial).

Mas achei que deveria dar uma lição nessas pessoas que julgam só pelas aparências e disse a todas: “- o que gastei aqui hoje vocês não ganham em um ano, aprendam a tratar todos como iguais ou como vocês gostariam de ser tratadas”.

Talvez vocês pensem que eu andava tão mal vestida, não apenas não tinha costume de ir de salto alto trabalhar com vestidos de festas, sempre usei preto e sapatos confortáveis, pois minhas preocupações eram outras.

Em empresas que exigiam outro tipo de costume fui eleita a mais bem vestida muitas vezes, mas nunca dei importância a esses títulos, pois sempre me preocupei com o conhecimento. Mesmo quando estava nos Estados Unidos, eles achavam que eu era muito elegante e fina.

Bem, tenho muitos casos para contar nesses dezoitos anos, mas para terminar vou descrever um horripilante. Há pouco tempo quando saí do meu trabalho para ir almoçar, deixei meu carro e fui andando para fazer uma caminhada. Eu usava jeans e uma blusa de linha listrada (o qual gosto muito, de excelente qualidade, que comprei quando fui fazer um estágio na Alemanha).

Fui parada por duas motocicletas com policiais, me cercaram, pediram todos os documentos e eu não estava entendendo nada. Quando mostrei até os tais cartões platino, cheque com mil estrelas, documento do super carro e eles não me deixavam “escapar” fiquei aterrorizada. Percebi que estava sendo interrogada por alguma coisa grave. Ah, mostrei até a carteira profissional com o Dr. na frente do meu nome. Ficaram cerca de meia-hora ali na rua examinando tudo, para depois me dizerem que eu não era quem eles estavam pensando.

Fui andando, ou melhor, correndo para casa e quando cheguei tremia tanto e desmaiei. Minha família queria saber os nomes, mas eu estava tão aterrorizada que nem me lembrei de ver o crachá. Desde aquele dia só vou de carro, até para ir à esquina comprar pão.

Escrevendo este caso eu me pergunto: se estivesse vestindo sapatos altos, mesmo de qualidade inferior a minha sapatilha, vestido de “perua”, será que eles teriam me parado para averiguações?

Caras amigas, conselho de experiência: somos julgadas pela aparência sim, pois com toda minha história de vida fui roubada duas vezes, objeto de muito valor mesmo, obtido com muitos anos de trabalho e economia para não dizer privações por pessoas com carrões importados e roupas de grife.

Só posso dizer que aquele velho ditado (deve ser muito antigo mesmo) que se conhecem as pessoas pelos sapatos está muito errado, pois essas pessoas usavam sapatos caríssimos, ou melhor, usam até hoje. “Estão por aí enganando as pessoas crédulas com sua boa” aparência e lábia.

Vibrações positivas e um alto astral para todas, porque a fila anda.








Lúcia Marina Rodrigues
Colunista

Terceira Idade da Uniso define cursos do semestre



A Universidade da Terceira Idade, da Universidade de Sorocaba (Uniso), já definiu os cursos que serão oferecidos neste semestre. As atividades destinam-se ao público com idade a partir de 50 anos e alfabetizado. Pessoas acima de 60 anos terão prioridade nas vagas.

As matrículas de novos alunos serão realizadas de 6 a 10 de fevereiro, das 13h às 17h, no câmpus Seminário (Av. Dr. Eugênio Salerno, 100, Santa Terezinha). Para aqueles que já são alunos, a rematrícula acontecerá de 30 de janeiro a 3 de fevereiro.

Informações: (15) 2101-4061 ou 3idade@uniso.br

CURSOS

Criatividade e Maturidade
Dança e Alongamento
Dança de Salão
Fotografia Digital
Idiomas: Inglês (Iniciante, Básico e Intermediário), Francês (Iniciante, Básico e Intermediário), Espanhol (Iniciante, Intermediário, Comunicação e Oficinas de Conversação) e Italiano (Iniciante, Básico e Intermediário)
Informática (Internet, Internet Avançada, Publisher, Introdução ao Windows, Word, Movie Maker, Upgrade) Informática e Fotografia Digital
Coral
Ioga
Memória e Envelhecimento Saudável
Neurolinguística e Terceira Idade
Tai Chi Chuan
Vivências Corporais e Qualidade de Vida

Atividades gratuitas: Teatro e Atividades Físicas Personalizadas.


Assessoria de Comunicação Social
Universidade de Sorocaba - UNISO